RECENSÃO CRÍTICA DOS VÍDEOS DE MICHAEL WESCH

Dear professor Wesch,
We’re a group of Students of a master Degree on Elearning Pedagogy, from Open University, Portugal.
In one of our courses, we were asked to make some statements about some of your videos. Therefore, here are our comments:

This video shows the spirit of solidarity, collaboration and cooperation that exists among students of the University of Kansas, towards students with economic difficulties, revealing a set of values which are promoted within the academic community.
If education is not only instruction, but also the transmission of values, this video demonstrates the role of technology, not as mere users, but knowledge builders and information sharers.
On the other hand, it is also shown the importance given to education and the possibility that the network offers to the pursuit of a true democratization of education.

Teta Team: Adelaide Dias, Alberto Cardoso, Cristina Neto

 

Dear professor Wesch,
We’re a group of Students of a master Degree on Elearning Pedagogy, from Open University, Portugal.
In one of our courses, we were asked to make some statements about some of your videos. Therefore, here are our comments:
This video aims to alert for the new generation of students and the absolute need to change the educational paradigms, especially in higher education, starting from their own expression of their needs, desires and expectations. We emphasize that, the use of technology by students, allows us to easily be aware of their “thinking” when showing their concern in terms of their future.
There are some relevant phrases that students show in particular: “when I graduate I’ll have a job probably that does not exist today.” This reality has been seen since several years now and it is indicative of the influence that technology has on the evolution of society, in which in a space of just over a decade, the professions for which students are being preparred, cease to exist, emerging new ones.
The idea of multitasking student is also very well portrayed here through a very interesting accounting of hours, clearly demonstrating the new abilities and ways of functioning that students have at their disposal and (almost always) so nicely take advantage of. But does multitasking have advantages? On the one hand yes, it allows managing time, getting MORE results. On the other hand, no. There is a huge dispersion of attention, which in some cases can mean LITTLE quality. We must be selective so we can decide whether we can / should be multitasking (woman / wife / mother is the perfect representation) or we should not be multitasking (indiscriminate use of mobile phones by students in the classroom without permission).
Moreover, as today’s youngsters have already been born in the age of technology and are so familiar with it, it allows them to contribute with capital gains and improvements in education.

Teta Team: Adelaide Dias, Alberto Cardoso, Cristina Neto

 

Hi Professor Wesch,
Nice video!
In this video we find interesting the idea that “media are environments, not just tools.” Indeed, as we will see later, the environments shape the way of acting, so that’s why we can find on Youtube people revealing parts of them that there would not reveal otherwise. This feature is related to authenticity and network transparency. The fact that we are talking to a camera without a real audience sets you free and allows greater authenticity and greater ease in finding relationships, or getting feedback. On the other hand, this attempt to escape the anonymity and say “here I am” it is not a new phenomenon and it is enlightened with the quoting of Henry Canby that although dating from 1926, seems so up-to-date. Well, even though we know that our work, video, or even we can be seen by thousands of people, they are not looking at us in real time, so it becomes easier communication, knowledge sharing and information and thus we are more authentic in what we are addressing.
This video also addresses the changes occurring in society and the evolution of the term often used by English speakers, “whatever”, since “I do not care what you think”, the “do not care” until what it is intended to become a “mind me, so we’ll do whatever it takes.” This change in the focus on the interests of citizens is also demonstrative of the relationship between society and politics that has changed with the presence on the network and the ease of communication and information dissemination that it allows, as well as a higher filtering face what is transmitted and often manipulated by the mass media.

Adelaide Dias
Alberto Cardoso
Cristina Neto
Master’s students on E-learning Pedagogy, Universidade Aberta – Portugal

 

Hi Professor Wesch,
Nice video.
This video leads us to the concept of web semantics because of the idea that the machine learns with us. Each page we visit, each uploading or downloading we do, provides data on our likes that the “machine” turns into knowledge and “saves” for future interactions. This video highlights the role of web 2.0 in building knowledge and relationship networks and the need to change the patterns of society due to the evolution of technology and the possibilities it offers. With the rise of Web 2.there was a huge transformation in cyberspace: instead of using only the technologies in a passive way to create “closed” documents, there is a total openness to what can be called new users / builders of content, enabling to share very good information. This is related with the idea that we are not using the network to produce information anymore, but it is the network that uses us to share everything we produce. Of course there must be a great sense responsibility, but also transparency, because even if the first step the information is not so correct it has been increasingly refined, particularly through new users. Thus, each user must know how to manage all the information one finds and verify the authors to get a sense of the credibility of the assembled information.

Adelaide Dias
Alberto Cardoso
Cristina Neto
Master’s students on E-learning Pedagogy, Universidade Aberta – Portugal

 

Os vídeos apresentados fazem parte de um conjunto de vídeos do professor Michael Wesch, professor de Antropologia Cultural na Universidade do estado do Kansas, EUA.
Os três primeiros vídeos foram produzidos no âmbito da disciplina de Etnografia Digital em conjunto com os seus alunos e pretendem alertar para a necessidade da alteração dos paradigmas educacionais no ensino superior, face à revolução tecnológica e ao seu impacto na sociedade actual. Apresentam também a visão dos estudantes sobre o seu percurso académico, as suas necessidades e expectativas. No quarto vídeo, assistimos a uma apresentação do professor Wesch no Lincoln Center em Nova Iorque, em junho de 2009, no Personal Democracy Forum.
No global, o autor parte da sua realidade e dos seus alunos, que é o ensino superior, para alertar para a urgência da mudança de paradigmas neste nível de ensino.
Wesch procura evidenciar o espírito de solidariedade, colaboração, cooperação e entreajuda existente nos estudantes da universidade do Kansas, para com os alunos com dificuldades económicas, revelando um conjunto de valores promovidos no seio daquela comunidade académica que demonstram a essência do espírito académico existente nos alunos da universidade. Se educação não é só instrução, mas também transmissão de valores, é demonstrado que a rede pode ser um instrumento precioso na disseminação da prática desses mesmos valores, apelando à participação. Não poderemos inferir que, numa escala mais alargada, o acesso à educação pode mesmo ser global se as pessoas interiorizarem e praticarem os valores acima referidos? A predisposição para apoiar os que têm menos recursos? Sendo aqui que se revela a grande contribuição que as tecnologias podem dar na globalização do acesso à educação, não no âmbito de meros utilizadores, mas de construtores de informação e de partilha.
Tendo os jovens de hoje já nascido na era das novas tecnologias, isso possibilita-lhes uma intervenção mais ativa na deteção e introdução das alterações necessárias, podendo constituir uma mais-valia na implementação da mudança de paradigma. Esta intervenção ocorre, sobretudo, com a sua presença na rede: com a utilização em larga escala das redes sociais, podemos facilmente visualizar o “pensamento” dos estudantes dos nossos dias e a preocupação que demonstram em termos do seu futuro, ao exporem os seus desejos e expectativas de forma mais transparente e autêntica, como o professor Wesch mostra no vídeo referente à utilização do Youtube, onde refere que as pessoas revelam partes de si que
não revelariam de outra forma, pois o “peso” da exposição não é tão forte quando não existe um interlocutor presente e real. Este é um aspeto relacionado com a autenticidade e transparência na rede. O facto de se falar para uma câmara, sem um público concreto, desinibe e permite uma maior autenticidade e uma maior facilidade na procura de relações, de obtenção de feedback. O conceito com que o professor Wesch abre a sua comunicação no Lincoln Center de que “media are environments, not just tools”, é ilustrado por esta constatação observada na rede pela sua equipa, na medida em que o ambiente potencia determinados comportamentos que não ocorreriam num outro.
Também bem diferentes das de antigamente são as necessidades, desejos e expectativas dos estudantes da nova “e-geração“, cuja satisfação deverá passar pela reformulação do sistema de ensino que deveria aproveitar as capacidades dos estudantes que, através da tecnologia, ganharam recursos antes impensáveis, bem demonstrados na apresentação da utilização do seu tempo que chega a ultrapassar as 24 horas do dia. Este aspeto é revelador da sua polivalência e capacidade de multitasking, a qual adquiriram por via da transformação do real, onde este se confunde com o virtual, ao possibilitar a execução de várias tarefas simultaneamente e ao eliminar a necessidade da presença física para a sua concretização.
Outro aspeto importante prende-se com um comentário apresentado:  “when I graduate I’ll probably have a job that doesn’t exist today.” Esta é uma realidade que já se vem a verificar há vários anos e que é reveladora da influência que a tecnologia tem na evolução da sociedade, em que, num espaço de pouco mais de uma década as profissões para as quais os estudantes começam a ser preparados deixam de existir para emergirem novas profissões. A alteração dos paradigmas profissionais, tão ligados à evolução da tecnologia, exige a preparação dos estudantes sobretudo para a capacidade, gosto e necessidade de continuar sempre a aprender e de se tornarem suficientemente flexíveis para se adaptarem facilmente à evolução.
Com o aparecimento da web 2.0 processou-se uma enorme transformação no ciberespaço. Em vez de usarmos apenas as tecnologias de um modo passivo para criar documentos fechados, há uma total abertura ao que podemos designar de novos utilizadores/construtores de conteúdos, possibilitando uma partilha de muito boa informação. Fica então associada a ideia de que não somos nós a usar a rede para produzirmos informação, mas é a rede que nos usa para disseminar tudo o que é produzido por nós. Estando associada uma ideia de enorme responsabilidade, a informação é depurada pela própria rede através do olhar atento e crítico dos outros cibernautas.
Na sua apresentação no Lincoln Center, o professor Wesch apresenta a descrição da evolução da expressão, muito utilizada pelos falantes de língua inglesa, whatever, desde o “não me interessa o que pensas”, ao “não me importo” até ao que se pretende que passe a ser “importo-me, por isso vamos fazer o que for preciso com o que for necessário”. Esta mudança de foco nos interesses dos cidadãos é também demonstrativa da relação entre sociedade e política, que se tem vindo a alterar com a presença na rede e a facilidade de comunicação e de disseminação da informação que ela permite, assim como uma maior filtragem face ao que é transmitido e, muitas vezes, manipulado pelos mass media.
Embora partindo de uma realidade que não é universal, a realidade americana, os vídeos do professor Wesch, apelam a transformações necessárias globalmente, realçando o importante
papel da web 2.0 na construção de redes de conhecimento e de relações e a necessidade de alterar os paradigmas da sociedade face à evolução da tecnologia e às possibilidades que ela oferece.

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